quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Verdadeiro amor




Um senhor de idade chegou a um consultório médico, para fazer um curativo em sua mão onde havia um profundo corte.
E muito apressado pediu urgência no atendimento, pois tinha um compromisso.
O médico que o atendia, curioso perguntou o que tinha de tão urgente para fazer.
O simpático velhinho lhe disse que todas as manhãs ia visitar sua esposa que estava em um abrigo para idosos, com mal de alzhaimer muito avançado.
O médico muito preocupado com o atraso do atendimento disse:
- Então hoje ela ficará muito preocupada com sua demora?
No que o senhor respondeu:
- Não, ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos que não me reconhece mais.
O médico então questionou:
- Mas então para que tanta pressa, e necessidade em estar com ela todas as manhãs, se ela já o não reconhece mais?
O velhinho então deu um sorriso e batendo de leve no ombro do médico respondeu:
- Ela não sabe quem eu sou. Mas eu sei muito bem quem ela é!
O médico teve que segurar as lágrimas enquanto pensava...
É esse o tipo de Amor que quero para minha vida.

O verdadeiro Amor, não se resume ao físico, nem ao romântico.
O verdadeiro Amor é aceitação de tudo que o outro é...
De tudo que foi um dia... Do que será amanhã... E do que já não é mais!

domingo, 21 de agosto de 2011

O Jeito deles - Martha Medeiros


   


 O que é que faz a gente se apaixonar por alguém? Mistério misterioso. Não é só porque ele é esportista, não é só porque ela é linda, pois há esportistas sem cérebro e lindas idem, e você, que tem um, não vai querer saber de descerebrados. Mas também não basta ser inteligente, por mais que a inteligência esteja bem cotada no mercado. Tem que ser  inteligente e... algo mais. O que é este algo mais? Mistério decifrado: é o jeito.

    A gente se apaixona pelo jeito da pessoa. Não é porque ele cita Camões, não é porque ela tem olhos azuis: é o jeito dele de dizer versos em voz alta como se ele mesmo os tivesse escrito pra nós; é o jeito dela de piscar demorado seus lindos olhos azuis, como se estivesse em câmera lenta.

    O jeito de caminhar. O jeito de usar a camisa pra fora das calças. O jeito de passar a mão no cabelo. O jeito de suspirar no final das frases. O jeito de beijar. O jeito de sorrir. Vá tentar explicar isso.

    Pelo meu primeiro namorado, me apaixonei porque ele tinha um jeito de estar nas festas parecendo que não estava, era como se só eu o estivesse enxergando. O segundo namorado me fisgou porque tinha um jeito de morder palitos de fósforo que me deixava louca – ok, pode rir. O terceiro namorado tinha um jeito de olhar que parecia que despia a gente:
não as roupas da gente, mas a alma da gente. Logo vi que eu jamais conseguiria esconder algum segredo dele, era como se ele me conhecesse antes mesmo de eu nascer. Por precaução, resolvi casar com o sujeito e mantê-lo por perto.

    E teve aqueles que não viraram namorados também por causa do jeito: do jeito vulgar de falar, do jeito de rir – sempre alto demais e por coisas totalmente sem graça –, do jeito rude de tratar os garçons, do jeito mauricinho de se vestir: nunca um desleixo, sempre engomado e perfumado, até na beira da praia. Nenhum defeito nisso. Pode até ser que eu tenha perdido os caras mais sensacionais do universo.

    Mas o cara mais sensacional do universo e a mulher mais fantástica do planeta nunca irão conquistar você, a não ser que tenham um jeito de ser que você não consiga explicar. Porque esses jeitos que nos encantam não se explicam mesmo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Clarisse Lispector ***




Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.



Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU AMO VOAR!

sábado, 6 de agosto de 2011

Caminho




Uma vez um cara famoso disse o seguinte: - Viajar é melhor do que chegar.
Engraçado, eu fiquei boiando. Mas é porque eu costumava pensar que só existe um caminho a seguir pra onde quer que você queira chegar na vida. Mas se você escolher aquele caminho especifico não significa que você necessariamente tem que abandonar os outros. Eu percebi que na verdade o que acontece ao longo do caminho é o que importa... Os tropeços, as quedas e as amizades, é a jornada que importa não o ponto de chegada. “Eu acho que você só precisa, sei lá, confiar que o futuro vai da certo como deve ser.”

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Trecho do livro: Você é linda – Jenna Lucado.



Uma vez, dois amigos estavam lutando juntos em uma guerra. O combate era feroz, e muitas vidas estavam sendo levadas. Quando um dos dois jovens soldados foi ferido e não conseguiu voltar para as trincheiras, o outro saiu para buscá-lo, contrariando as ordens de seu oficial. Voltou mortalmente ferido e o amigo, trazido de volta, estava morto. O oficial olhou para o soldado que estava morrendo, balançou a cabeça e disse: "Não valeu a pena." O jovem, que ouviu o comentário, sorriu e disse: "Mas valeu a pena, senhor, porque quando cheguei, ele disse: 'Jim, eu sabia que você viria'."Aproveite seus relacionamentos ao máximo. Siga o conselho de Benjamin Franklin: "Seja lento ao escolher amigos e ainda mais lento ao deixá-los."

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Estrelas do Mar



Era uma vez um escritor que morava em uma tranqüila praia, junto a uma colônia de pescadores. Todas as manhãs, ele caminhava a beira do mar para se inspirar, e a tarde ficava em casa escrevendo.

Certo dia caminhando na praia ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto ele se deparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas do mar da areia, para uma-a-uma, jogá-las novamente para o oceano.
- Por que estás fazendo isso? – perguntou o escritor.
- Você não vê – explicou o jovem – que a maré está baixa e o Sol está brilhando? Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia.
O escritor expantou-se:
- Meu jovem existe milhares de quilômetros de praia por este mundo a fora, e centenas de milhares de estrelas do mar espalhadas pala praia. Que diferença faz?! Você joga umas poucas no oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma.
O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta no oceano e olhou para o escritor.
- Para está aqui eu fiz a diferença.
Naquela noite o escritor não conseguiu escrever nem sequer dormir. Pela manhã voltou à praia, procurou o jovem uniu-se a ele e, E juntos começaram a jogar estrelas do mar de volta no oceano.
Sejamos, portanto, mais um dos que querem fazer do mundo uma lugar melhor. Sejamos a diferença.